Filhos: como consigo obter excelentes comportamentos

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Filhos: como é incrível a tarefa de educá-los!

 

Meu grande sonho, desde muito pequena, era de Ser Mãe.

Ser mãe para mim é extremamente gratificante.

Acredito na relação divina, no papel que desempenhamos em construir famílias através do nosso ventre.

Sempre fui e sou fascinada por tudo que envolve o papel maternal:

1. Engravidar com amor
2. Gerar um embrião
3. Passar 9 meses conversando com seu bebê na barriga
4. Amamentar livremente
5. Estimular (sorrir, engatinhar, falar, comer, andar, nadar…)
6. Amar ainda mais

Somos os responsáveis em coloca-los no mundo, mas também em proporcionar um desenvolvimento saudável a eles.

Saudável em termos de desenvolvimento nutricional, emocional e comportamental.

Existe uma frase que me encanta e sempre que posso, costumo citá-la para fazer vocês refletirem:

“Fala-se tanto da necessidade em deixarmos um planeta melhor para os nossos filhos e, esquece-se da URGÊNCIA em deixarmos filhos melhores para o nosso planeta”.

É possível criar bons filhos, ou eles já nascem de um jeito que é impossível mudar?

Cada criança nasce com uma personalidade, é claro.

Porém, são os pais que irão nortear a vida de seus filhos. Então, use sempre o bom senso quando o assunto for limites.

Como estabelecer limites

Sempre escuto:

“Nossa! Seus filhos são tão educados e comportados! Como você consegue? ”
Não existe mágica. Se uma criança sabe que pode fazer tudo em qualquer lugar, para ela o céu é o limite. Compreendes?

Porém, quando uma criança cresce compreendendo que não pode realizar determinadas ações, que prejudique a si mesmo ou a outrem, tudo fica mais fácil.

Tenho três filhos.

O meu filho mais velho tem 10 anos, já é um rapaz muito respeitoso, curioso e antenado.

O meu filho do meio fará 7 anos em poucos dias. É um garoto esperto, amoroso e animado.

Minha caçula tem 4 anos. É uma mocinha muito delicada, gentil e bastante decidida, apesar da pouca idade.

Às vezes sinto que estamos realizando aquele jogo de equilibrar pratos, conhece?

Onde o equilibrista tem que dar conta de deixar os pratos girando para que eles não caiam.

Tudo que é realizado com paciência e amor, resulta em bons frutos.

Nunca é tarde para começar a estabelecer limites. Pois são a partir deles que seus filhos vão aprender a se comportar em diferentes ambientes.

Então, quando falo em limites NÃO estou falando para você que a partir de agora, você terá que dizer não a tudo.

Apenas estou dizendo que dar limites significa que naquele momento ele não pode.

Por inúmeros motivos podem ser os seus limites:

– Você deseja dormir mais cedo
– Quer ter um tempo para cuidar de si
– Quer reduzir os lanches ruins e introduzir lanches saudáveis em casa para o filho
– Pretende aumentar o diálogo com seu filho
– Diminuir o tempo de exposição a jogos e eletrônicos

Por exemplo, aqui em casa eles estão liberados para jogos em tablets, smartphones e videogames as sextas, sábados e domingos.

Durante a semana eles fazem as tarefas de casa, vão ao inglês, fazem seus esportes e em seus dias livres, descem para brincar.

Quando estabelecemos limites, forçamos nossos pequenos a saírem da zona de conforto.

A colocar em prática sua criatividade e imaginação. Ao mesmo tempo, eles compreendem que existe tempo e hora para tudo.

Como assim hora para tudo?

Parece chato ou antiquado, mas as crianças que compreendem uma rotina, costuma funcionar melhor.

Pois, facilita sua organização tanto palpável quanto emocional.

Por isso, quando uma rotina é bem estabelecida a criança aceita com mais facilidade os argumentos:

Exemplo:

Sua criança já lanchou e está próximo da hora do jantar. Ela olha para você e diz:

-Mamãe, eu quero chocolate.

Prontamente, você olha para o relógio ou para o céu e diz:

– Está quase na hora do jantar. Você não pode comer chocolate agora.

Você não precisa gritar ou esbravejar para que ela obedeça ou compreenda.

Falar com serenidade, seriedade e segurança fará toda a diferença.

Estabelecer combinados

Esta tática, comigo, funciona em quase 100% dos casos.

Combinado é quando você fala para o seu filho diretamente, sem rodear, o que fará. Ao final da sua frase você diz: combinado?

Por exemplo: Filho, assim que você terminar de jantar eu posso te dar o chocolate, combinado?

Dependendo do grau de maturidade e compreensão, não falo nem tanto de idade, a partir dos 2 a 3 anos os combinados já devem ser utilizados.

Vou dar outro exemplo:

São 11h30 da manhã. Você acabou de pegar seu filho na escola. Seu dia está corrido. Daqui há 2h terá uma reunião virtual e esqueceu de comprar um item super importante que sua funcionária telefonou pedindo. No caminho de casa você lembra de comprar. Porém, pensa duas vezes como entrar no supermercado com seu filho, pois sabe que ele fará aquele escândalo antes de ir embora.

Então, ao chegar no estacionamento, pare o carro, olhe com segurança para seu filho e diga:
Filho, nós iremos entrar para comprar carne. O que nós iremos comprar? Carne. Isso Muito bem. Você me ajuda a achar a carne? Combinado?

Entenda que esta será a primeira vez que vocês estarão fazendo um combinado.

Então, ao invés de ficar chateada por ele ver aquela balinha e já ensaiar um choramingo, fala assim: nós combinamos que iríamos entrar e comprar só carne.

Sem falar mais nada. Deixa. Com o tempo a criança percebe que os combinados não podem ser quebrados.

Tudo que foi combinado, foi cumprido.

Por isso, aqui em casa utilizamos este recurso de muitas maneira e diversas ocasiões, não só para otimizar o tempo.

Quando iremos ao teatro onde exige que a criança permaneça um pouco mais de tempo sentada, já combinamos antes que precisaremos desse esforço a mais.

Ou quando vamos conhecer um bebê recém-nascido, combino antes que ao entrar precisaremos ter alguns cuidados.

Respeito ao próximo

Assim, você também ensina aos seus filhos a empatia, o respeito ao próximo, a cordialidade, a gentiliza, o amor, a paciência e a responsabilidade.

Pois, desta forma fica claro para criança o que ela vai encontrar pela frente e como você precisa que ela reaja neste ambiente.

Contudo, precisamos também, em contrapartida, deixar as crianças livres para vivenciar e terem suas próprias experiências.

Eles também precisam de sua liberdade, mesmo que assistida.

Mas estamos aqui nos referindo a limites em ocasiões onde ela possa conviver em harmonia com os demais.

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